Desafios ao ensino aberto e à distância na década pós-2010: Cenários de inovação institucional
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As universidades europeias estão prontas para concretizar as suas estratégias do pós-2010. Quão bem equipadas estão as universidades de hoje para enfrentar as exigências do amanhã? Perante os gigantescos desafios sócio-económicos e demográficos, a Europa precisa de um desempenho educativo mais avançado, que dê um melhor contributo à inovação, à competitividade e ao crescimento económico.
Os sistemas educativos e os modelos empresariais associados devem ser suficientemente ágeis para corresponderem e sobreviverem aos factores externos em mudança. As universidades confrontam-se hoje com uma procura crescente de licenciados em STEM (sigla inglesa para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática), numa altura em que há menos estudantes e alterações problemáticas nos regimes nacionais de financiamento.
Saber qual é o seu papel e o seu lugar na sociedade da inovação é fundamental não apenas para as universidades convencionais (alicerçadas na investigação), mas também para as universidades de ensino aberto e à distância (baseadas no ensino). Ao passo que as universidades tradicionais iniciam estratégias para servir o aprendente durante toda a vida, as universidades de ensino aberto e à distância dão-se conta que prover apenas instrução, sem outros actos de inovação ou de empreendedorismo, tem os dias contados. Para se prepararem para a próxima década, estas universidades devem procurar criar valor acrescentado e inovar de forma consequente os seus modelos institucionais.
Embalada pelo ano 2009, proclamado o ano da criatividade e da inovação, a Comissão Europeia continua a promover a inovação e o espírito empresarial nos seus Estados Membros. Neste artigo, avaliamos o potencial de inovação (nomeadamente) das universidades de ensino aberto e à distância que vá para além da flexibilidade educativa e gere novas formas de empreendedorismo académico e comercial, incluindo iniciativas (em rede) de incubação educativa e empresarial. É óbvio que as universidades não podem existir sem criatividade, inovação e espírito de iniciativa: este é o motor da prosperidade (de longo prazo) e não apenas para as universidades, mas para as empresas, a economia e a sociedade no seu conjunto.
Este artigo é uma versão condensada da alocução de abertura da Conferência Internacional ICL 2009 – Aprendizagem interactiva assistida por computador – 23 a 25 Setº 2009, Villach, Áustria.
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