Capacitar as minorias linguísticas através da tecnologia: que caminho escolher?
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A era em que vivemos já foi baptizada de “Era da Informação”, devido ao facto da tecnologia e da Internet mudarem constantemente as formas que as pessoas têm de trabalhar, de aprender, de passar o seu tempo livre e de se relacionar. Simultaneamente, o acesso a esta forma de interacção não é sempre igual para todos – seja por falta de experiência, de conhecimentos, seja por motivos de ordem económica.
O ritmo destas mudanças – e um certo sentimento de insegurança em relação às suas consequências – pode dar a impressão destas alterações sociais rápidas serem incontroláveis e levarem a uma eventual fragmentação social. Perante esta situação, os agentes envolvidos no ramo da educação devem reflectir seriamente sobre como é que a escolaridade pode corresponder a estes desafios.
Num primeiro momento este artigo apresenta uma panorâmica sucinta de como tem sido utilizado o conceito de coesão social nas políticas social e da educação, centrando-se em particular em dois elementos que se destacam: o nexo formado pela igualdade social e pela educação para a coesão social. Num segundo momento, debruçamo-nos sobre como é que a educação pode combater a desigualdade social e promover a coesão social, seguindo-se uma análise feita sobre uma camada potencialmente desfavorecida da população: falantes de línguas minoritárias. As percepções existentes respeitantes a grupos de línguas minoritárias na UE são objecto de discussão para esboçarmos de forma genérica as desvantagens educativas potenciais e a exclusão social com que estes podem vir a defrontar-se.
Referimos, depois, formas de se recorrer à aprendizagem enriquecida tecnologicamente para corrigir estes possíveis riscos. Neste capítulo interrogamo-nos sobre o “fosso digital” e o que este pode significar para grupos linguísticos minoritários; assinalamos a importância do uso de tecnologias para chamar a atenção do público em geral para as questões associadas ao ensino de línguas minoritárias (incluindo a promoção dos muitos benefícios que o uso do multilinguismo traz à sociedade). Fornecemos alguns exemplos de aprendizagem enriquecida tecnologicamente que foram postas em prática para minorar a desigualdade educativa junto de grupos linguísticos minoritários. Para terminar, reflectimos sobre o papel da aprendizagem enriquecida tecnologicamente no exercício da docência, na formação de professores e em termos de recursos permanentes para o desenvolvimento da carreira.
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